De algum tempo para cá vem amadurecendo na mente dos líderes
presbiterianos, espalhados por todo o
Brasil, a consciência do fato de que o possuirmos um manual para
cada sociedade interna de nossa igreja
constitui-se em três problemas para a comunidade.
Em primeiro lugar, nenhum dos nossos filhos seguia, desde a infância
até à idade adulta, um mesmo sistema
de funcionamento para cada uma das sociedades pelas quais passava.
Em segundo lugar, pastores, conselheiros e diretores tinham que trabalhar
com manuais diferentes em cada
reunião de sociedade que freqüentavam e, algumas vezes,
tristemente, aplicavam leis que não eram
adequadas àquele grupo.
Em terceiro lugar, ainda tínhamos as diferenças entre
a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil e
os
nossos manuais, em muitos dos seus pontos.
Assim sendo, muitos presbitérios oficiaram sobre o assunto ao
Supremo Concílio, até que, numa reunião da
Comissão Executiva, foi nomeada uma Comissão composta
do Pb. Dr. Paulo Breda Filho e dos Secretários
Gerais daquela época, Rvs. George Alberto Canelhas (UMP), Uilson
Rangel do Nascimento (UPH), Pb.
Osiel Quaresma (UPA) e as Sras. Josélia Cunha Carvalho (SAF)
e Angelina Guimarães (UCP), com a função única
e básica de unificar os Manuais das Sociedades Internas
da IPB.
Depois de discutir preliminarmente o assunto, criou-se uma sub-comissão
formada pelo Rev. George e a Sra.
Josélia para que apresentassem um anteprojeto que, depois de
analisado pela Comissão, fosse entregue ao
relator para ser redigido na melhor forma jurídica e baixado às
Confederações a fim de receber críticas e
sugestões.
A enfermidade súbita do Pb. Paulo Breda e o seu passamento retardaram
este processo, até que a Comissão
Executiva nomeasse o Rev. George como relator para terminar o trabalho
iniciado.
Com a grande ajuda da Sra. Josélia, que, além de sua
preciosa contribuição pessoal, espalhou cópias
do
anteprojeto para que as senhoras presbiterianas opinassem sobre
ele, o que muitas fizeram de maneira
notável, o mesmo foi apresentado aos atuais Secretários
Gerais – os Rvs. Evandro Luiz da Silva (UMP),
Anderson Sathler (UPA), Pb. Paulo Gonçalves Júnior (UPH)
e Sras. Josélia Cunha Carvalho (SAF) e
Angelina Guimarães (UCP) – que, depois de examiná-lo,
discuti-lo e acordar sobre pequenos pontos
polêmicos, o apresentaram à Comissão Executiva
em sua reunião ordinária no mês de março
de 1993, no
Acampamento Cabuçu, pertencente ao Mackenzie, em São
Paulo, onde foi aprovado com correções,
basicamente de estilo e forma.
Queremos enfatizar que você não deve buscar muita novidade
neste Manual, nenhuma mudança na estrutura
das Sociedades e muito pouco progresso em outras áreas que não
seja a unificação. Tal fato se deve tão
somente ao fato de que a Comissão tinha que cumprir a tarefa
para que foi nomeada apenas: unificar os
Manuais das Sociedades Internas da IPB.
Ainda fizemos tudo que estava ao nosso alcance para aproximarmos
o funcionamento de nossas Sociedades
do sistema presbiteriano definido em nossa Constituição,
e só não fomos mais longe naquilo que nos era
totalmente impossível.
O Capítulo VI, referente à Sociedade Local, foi, sem
dúvida, o mais difícil de unificar, e cada Confederação
Nacional e/ou Secretaria Geral deve orientar as Sociedades Locais,
Federações e Confederações Sinodais
sobre sua forma particular de estrutura e funcionamento, usando
do referido capítulo apenas aquilo que for
conveniente e próprio.
Finalmente, falhas existirão com certeza, e também, quem
sabe, inadequações. Esperamos que, no uso deste
Manual, todos nós possamos aperfeiçoá-lo, armazenando
críticas e sugestões com o fim de revisá-lo
e
melhorá-lo dentro de poucos anos.
Cremos, entretanto, que ele será uma grande bênção
para todos aqueles que querem servir ao Senhor Jesus
dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil, e, agradecidos pelo grande
privilégio que o Mestre nos deu de
participarmos deste empreendimento, entregamo-lo à amada IPB
em nome do Supremo Concílio, rogando
que o Senhor da Seara use este trabalho, fruto de quatro anos de
estudos e esforços, para a Sua Glória.