Denominações Presbiterianas
no Brasil
por Rev. Alderi Souza de Matos
A Igreja Presbiteriana do Brasil é a mais antiga
denominação reformada do país, tendo sido fundada pelo
missionário Ashbel Green Simonton (1833-1867), que aqui chegou em
1859. Mais tarde, ao longo do século 20, surgiram outras igrejas
congêneres que também se consideram herdeiras da tradição
calvinista. São as seguintes, por ordem cronológica de organização:
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São
Paulo; Igreja Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São
Paulo; Igreja Presbiteriana Fundamentalista (1956), com sede em Recife;
Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (1975), com sede em Arapongas, Paraná,
e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (1978), com sede no Rio de Janeiro.
1. Igreja Presbiteriana Independente
Surgiu em 1903 como uma denominação totalmente
nacional, sem vinculação com igrejas estrangeiras. Resultou
do projeto nacionalista do Rev. Eduardo Carlos Pereira (1856-1923), que
entrou em conflito com o Sínodo da IPB em torno das questões
missionária, educacional e maçônica. Em 1907, a IPI
tinha 56 igrejas e 4.200 membros comungantes. Fundou um seminário
em São Paulo. Em 1908 foi instalado o seu Sínodo, inicialmente
com três presbitérios; em 1957 foi criado o Supremo Concílio,
com três sínodos, dez presbitérios, 189 igrejas locais
e 105 pastores. O Estandarte, fundado em 1893, é até hoje
o jornal oficial. Após o Congresso do Panamá (1916), a IPI
aproximou-se da IPB e das outras igrejas evangélicas. A partir de
1930, surgiu um movimento de intelectuais (entre eles o Rev. Eduardo Pereira
de Magalhães, neto de Eduardo C. Pereira) que pretendia reformar
a liturgia, certos costumes eclesiásticos e até mesmo a Confissão
de Fé. A questão eclodiu no Sínodo de 1938. Um grupo
organizou a Liga Conservadora, liderada pelo Rev. Bento Ferraz. A elite
liberal retirou-se da IPI em 1942 e formou a Igreja Cristã de São
Paulo. Ver http://www.ipib.org
2. Igreja Presbiteriana Conservadora
Foi fundada em 1940 pelos membros da Liga Conservadora
da IPI, sob a liderança do Rev. Bento Ferraz. Em 1957, contava com
mais de vinte igrejas, em quatro estados, e tinha um seminário. Seu
órgão oficial é O Presbiteriano Conservador. Filiou-se
à Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs e à
Confederação de Igreja Evangélicas Fundamentalistas
do Brasil. Ver http://www.ipcb.org.br
3. Igreja Presbiteriana Fundamentalista
Israel Gueiros, pastor da 1ª I. P. de Recife ligado
ao Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (Carl McIntire)
liderou uma campanha contra o Seminário do Norte sob a acusação
de modernismo. Gueiros fundou outro seminário e foi deposto pelo
Presbitério de Pernambuco em julho de 1956. Em 21 de setembro foi
organizada a IPFB com quatro igrejas locais (inclusive elementos batistas
e congregacionais), que formaram um presbitério com 1800 membros.
4. Igreja Presbiteriana Renovada
do Brasil
Em 1968, como resultado do "movimento de renovação"
na IPB, surgiu em Cianorte, Paraná, a Igreja Cristã Presbiteriana.
Em 1972, um segmento separou-se da IPI para formar a Igreja Presbiteriana
Independente Renovada, em Assis, SP. Em 1975, os dois grupos se uniram,
criando a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil. Ver http://www.iprb.org.br
5. Igreja Presbiteriana Unida
do Brasil
Foi fundada por elementos que discordaram da postura conservadora
da IPB durante a administração do Rev. Boanerges Ribeiro (1966-1978).
Surgiram dois grupos dissidentes. Em 1974, membros do Presbitério
de São Paulo criaram a Aliança de Igrejas Reformadas. Em 1978,
foi criada a Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas
(FENIP), em Atibaia. Em 1983, na cidade de Vitória, a FENIP adotou
o nome de Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Essa igreja adota uma postura
teológica liberal e pluralista.
Ver http://www.ipu.org.br