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a. Os Pactos A palavra pacto pode ser definida como a “concessão voluntária da parte de Deus”(CFW, VII: 1) pela qual Ele (o criador) capacita o ser humano (suas criaturas) a obedecer, glorificar, e gozá-lo. A Confissão de Fé de Westminster reconhece dois pactos:
1. O pacto das obras “O primeiro pacto feito com o homem foi o pacto das obras, na qual a vida foi prometida a Adão; e nele para sua prosperidade, na condição de uma obediência perfeita e pessoal” (VII:2). Adão, constituído por Deus para ser o cabeça de toda raça humana, quebrou esse pacto. Ele (e com ele) e toda humanidade pecaram e caíram pela transgressão do mandamento de Deus. Tornou-se então impossível para qualquer descendente de Adão que fosse gerado após esse fato, gozar então a vida eterna. Toda e qualquer pessoa, a não ser pela intervenção de Deus, estaria morta no pecado, condenada, e destinada à punição eterna.
2. O pacto da Graça Sim, Deus interveio! “Deus, não meramente pelo seu prazer próprio, por toda eternidade, elegeu alguns para vida eterna, trazendo-nos assim para um pacto de Graça, para livrar o ser humano de seu estado de pecado e miséria, e trazê-los a um estado de salvação através da pessoa do redentor.” (Catecismo Menor, Pergunta 20). Nossa fé reformada insiste que só há um, e um somente, caminho para a salvação, através do Redentor, Jesus Cristo. Todos aqueles que são trazidos para esse estado de salvação, desde Adão até a ultima pessoa sobre a face da terra, entrarão pelo pacto da graça. A mais simples e básica divisão da Bíblia não é entre o Antigo e Novo Testamento (Como afirmam os dispensacionalistas), mas entre Gênesis 1:1 a 3:16 e o resto da Bíblia. Após a quebra do pacto das obras, Deus nos introduz em um gracioso pacto de salvação através do Antigo e do Novo Testamento. Há uma única igreja por todos os tempos. Verdade, essa igreja única existe tanto na era da promessa (O Velho Testamento) e na era do cumprimento de toda profecia (O Novo Testamento). “Portanto não existem dois pactos de graça, diferentes em substancia, mas somente um único, debaixo de várias dispensações.” (CFW, VII:6). Essa igreja única possui um mediador, O Senhor Jesus Cristo. Quando o Verbo de Deus se encarnou, Ele se tornou o profeta. Como aquele que veio eliminar o pecado e ser o servo perfeito de Deus, Ele também é o Sacerdote. Como o juiz e defensor da igreja de Deus, Ele é o Rei.
b. O Pacto e a Igreja A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja apostólica. Não, nós não continuamos o oficio dos apóstolos, mas nos esforçamos de todas as formas para que continuemos nas práticas e doutrinas apostólicas das igrejas do Novo Testamento (Atos 2:42). Nós cremos que pela graça de Deus nós somos incluídos no grupo daqueles que Deus acolheu em seu pacto de graça através do seu filho Jesus Cristo, em quem todos os mistérios e promessas do Antigo Testamento foram completos.(CFW, VII:5; 2Cor 1:20). Então, vemos a nós mesmos e nossas crianças batizadas como um só corpo com o povo de Deus em todos os tempos, laços de um relacionamento especial que Deus estabeleceu há muito tempo atrás com Abraão (Gal. 3:15 - 27; Gen. 17:7; Atos 2:37 - 39), que é o pai de todos aqueles que verdadeiramente crêem. E, com a comunidade escolhida no pacto, de todas as gerações, nossa fé reformada enfatiza a importância dos membros e presença junto à comunidade nas vidas dos filhos de Deus (CFW, XXX:2). Nós não chamamos a Igreja Presbiteriana do Brasil uma verdadeira igreja de Cristo porque cremos que somos os únicos cristãos em nosso país. Ao invés de fazer isso, nós nos chamamos assim porque magnificamos a graça de Deus, que tem nos constituído como denominação de maneira (mesmo sendo nós imperfeitos) que tudo possa ser feito de acordo com a Santa Palavra de Cristo, aquele que é o único Cabeça e Rei da Igreja. Jesus nos ensina que seu rebanho ouve sua voz e o segue, e esse rebanho simplesmente não ouvirá a voz de qualquer estranho. Com louvor a Deus, então, nos regozijamos pois, pela misericórdia de Deus, nós também somos membros do seu rebanho e podemos ouvir a voz do Bom Pastor. |