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| FEDERAÇÃO – QUANDO FUNCIONA É BOM..... |
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Por rev. Mauro Aiello*
ESSA É EXCLUSIVA PARA PRESBITERIANOS....
Nessa minha estrada na lida Pastoral (22 anos), tenho convivido com algumas realidades difíceis de digerir. Uma dessas coisas difíceis de digerir é a má interpretação da federatividade. Com federatividade estou me referindo às Federações de UMP, UPA, SAF, UPH, UCP, que são as Sociedades Internas das Igrejas Presbiterianas do Brasil, reconhecidas pelo Supremo Concílio da IPB.
Eu escrevo na condição de alguém que já foi Secretário Presbiterial por uma boa quantidade de vezes e uma vez Secretário Sinodal. No meu caso, trabalhei com a Federação e Confederação Sinodal de UMPs.
Há um distanciamento entre Sociedades Internas e suas Federações, bem como das Confederações que é fruto de mau conhecimento de nossa estrutura, de um péssimo desempenho na área da comunicação, do descaso com nosso MUSI (Manual Unificado das Sociedades Internas que alguns até chegam a desprezar e criticar de forma pediátrica), e mais especificamente por conta daquilo que considero abaixo. O que ocorre é o seguinte:
1) Os Presbiterianos precisam compreender que a Federação só existe por causa da Sociedade Interna e não o contrário.
É claro que a Federação deve se esforçar para fortalecer as Sociedades Internas da Igreja, mas aquela só existe por causa desta e não o contrário. Para exemplificar isso citamos a questão do Presbitério, ou seja, um Presbitério só existe a partir do momento em que um número de Igrejas, em uma determinada região se unem para fazê-lo existir. É verdade que tanto Presbitério, quanto Federações têm certa jurisdicionalidade sobre as Igrejas e as Sociedades Internas, respectivamente. O Presbitério, como Concílio, tem uma jurisdição maior sobre a Igreja do que a Federação tem sobre a Sociedade Interna, mas essa deve prestar respeito e consideração à sua federação.
A questão toda é que tenho visto pessoas dentro da Igreja cometendo o sério equívoco de dar mais valor à Federação do que à Sociedade Interna da Igreja. Refiro-me àquelas pessoas que não dão a mínima importância para a Sociedade Interna de sua Igreja, mas atuam em nível de Federação.
Aliás, tenho conhecido algumas figurinhas carimbadas que minam, denotam suas sociedades internas, mas estão sempre lá no Congresso das Federações dessas Sociedade Internas e têm o desplante de aceitar, inclusive, compor sua diretoria. Isso me leva ao segundo ponto interessante para o qual queria dar destaque.
2) Somente devem participar dos Congressos de Federações aqueles que são notáveis nos trabalhos das Sociedades Internas.
Nisso eu chamo a atenção dos Conselheiros das Sociedades Internas. Infelizmente, o Conselheiro, em muitos casos, se tornou uma figura decorativa na estrutura organizacional da IPB. O Conselheiro é o elo entre a Sociedade Interna da Igreja e o Conselho. O Conselheiro deve se fazer presente nas reuniões das Diretorias, das Plenárias e dos eventos promovidos pela Sociedade Interna. Inclusive deve estar atento no caso de alguma coisa transpirar incorreta do ponto de vista doutrinário, algo que fira os bons costumes, que promova a desunião, o partidarismo.
Nessa questão, chamo a atenção também, dos Pastores. Além da maioria dos Pastores não darem a devida atenção para o que acontece nas Federações, muitos deles, até por conta desse descaso, não estão nem aí para aqueles que vão representar as Sociedades Internas da Igreja que Pastoreia nos Congressos das Federações. Normalmente, ao assinar as credenciais, em meu caso, eu sempre pergunto à pessoa que me traz as credenciais, se as pessoas que irão estão preparadas para representar bem a sua Sociedade Interna.
O ponto aqui é esse: quem não presta bom serviço à Sociedade Interna de sua Igreja, desqualifica-se para ser representante dela no Congresso de sua Federação. Nada mais lógico e fácil de compreender isso. E isso é inegociável.
Para minha tristeza já tive que conviver com a triste realidade de pessoas que minavam, trabalhavam contra a Sociedade Interna da Igreja que eu Pastoreava, mas tinha que receber tal pessoa na Igreja e dar-lhe a devida vênia quando vinha na condição de membro da Diretoria da Federação. E algumas delas ainda se achavam no direito de exortar a Sociedade Interna. Reclamavam dizendo que a Sociedade Interna da Igreja não contribuía com a Federação, e tal e tal........... Que tristeza e decepção ouvir isso da boca de alguém que está em sua própria Igreja, passando um pito da sociedade interna para a qual não dá a mínima importância. Sinceramente? Procuro adjetivos para qualificar tal atitude. Isso me leva ao terceiro ponto de minhas considerações.
3. A Agenda das Federações devem respeitar as Agendas das Sociedades Internas e não, obrigatoriamente, o contrário.
Essa visão de que a Federação tem proeminência sobre as Sociedade Internas é realmente equivocada e, normalmente, insuflada por aqueles que pensam em Federação de forma equivocada se levarmos em consideração o primeiro ponto aqui dessas minhas considerações. A Federação tem suas datas de eventos e seus eventos próprios, mas essas datas e eventos não devem disputar espaço com a Agenda das Sociedades Internas das Igrejas.
As Diretorias das Sociedades Internas devem ser eleitas antes do Congresso da Federação. No Congresso da Federação deveria ser muito bom que existisse uma Comissão de Calendário e Agendamento que recebesse os calendários de todas as Sociedades Internas dessa Federação e fizesse, a partir daí, seu Calendário. Seria muito bom ter a Diretoria das Federações nos Cultos de aniversário das Sociedades Internas, algo tão difícil de ver. Na verdade as Diretorias das Federações estão distantes das Diretorias das Sociedades Internas, e isso não é bom já que aquela deve ser suporte para esta. O contrário também não deixa de ser verdade.
Assim justificamos o título de nossas considerações - FEDERATIVIDADE - QUANDO FUNCIONA É BOM....
Precisamos de Sociedades Internas fortes. Sociedades Internas fortes têm mais condições de compor Federações e fazê-las mais fortes. Federações fortes contribuem de tal maneira positivamente que fortalecem ainda mais as Sociedades Internas. Vejam que aqui é um círculo que injeta sentido para a existência de um e de outro, porque se não for assim continuaremos a disputar importância e na verdade esse tipo de disputa só enfraquece tanto um quanto o outro.
Pense a respeito.
*Rev. Mauro Aiello é pastor na Igreja Presbiteriana de Mogi das Cruzes. |
comentários
"Vejam que aqui é um círculo que injeta sentido para a existência de um e de outro, porque se não for assim continuaremos a disputar importância e na verdade esse tipo de disputa só enfraquece tanto um quanto o outro."
Infelizmente, alguns irmáos que ocupam cargos federativos enxergam os líderes das sociedades internas como "subalternos", "interioranos" e incapazes de cumprirem suas responsabilidad es, chegando ao ponto de colocá-los em situaçóes constrangedoras com se fossem patróes em assédio moral.
Antes de tudo, reine o amor, a constäncia, a longanimidade, o desejo de servir a Cristo e aos irmäos, para o fortalecimento da Igreja e glória de Deus Pai.
Em Cristo
Na questão da agenda, seja de uma Sociedade Interna ou mesmo de uma Federação, a qualidade deve ser considerada mais importante do que a quantidade. Agenda (Calendário de Atividades) faz parte de um Planejamento que pressupõe, objetivos, metas, avaliação. Agradeço sua leitura e opiniões. Um abraço.
Gostaria de pedir ajuda, afinal precisamos, enquanto Federação ajudar, fortalecer as UMPS locais... no entanto as UMPs em muitos casos nem cumprem a percapta anual... mas, nos trabalhos grandes, eventos como o Projeto Abrace do Mackenzie ou "louvorzão" a frequência é maior. E a Federação é mais que isso...
Orem por mim.
Orarei por vocês...
Abraços...
DANILO
Como já mencionei o artigo é interessante e tras orientações pertinentes, porém, não aponta solução para o problema da Agenda. Um outro dado que também ficou superficial é que o trabalho federativo tem sido desprezado pelas sociedades internas, não porque elas estejam fracas, mas porque nossas igrejas estão perdendo a visão de igreja federativa. No meu presbitério por exemplo, 2 UMP's com mais 50 jovens, não participam dos trabalhos da federação, justamente porque não priorizam a Agenda. Sem contar os inúmeros pastores que não apóiam o trabalho Federativo. Por isso creio que a questão não é Trabalho Federativo quando Funciona é bom, e sim, porque não funciona bem.
Algumas respostas já temos.
Pegar a agenda de todas as UMP's para tentar planejar os trabalhos de uma Federação é tentar reinventar a roda, sem contar o desgaste e perda de tempo, quando simplesmente separar 5 datas no ano e prioriza-las.
Em Cristo.
Presb. Tony
Quando presidente da Federação sempre procurávamos conciliar os trabalhos das UPHs locais com os trabalhos da Federação e quando na Sinodal, procurava conciliar os trabalhos das Federações e suas respectivas UPHs.
Que DEUS abençõe e fortaleça todas as Sociedades Internas.
Abraços,
Albrecht
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