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Humildade, oração, busca pelo Senhor e arrependimento Imprimir E-mail

Enos Moura Filho*

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

2 Crônicas 7.14


Jimmy Owens compôs uma das mais belas músicas para canto coral que conheço: "Se Meu povo", baseada em 2 Crônicas 7.14. Quando ainda era muito jovem, acabei por aprender essa passagem da Bíblia por causa da música. Lembro que foi uma das primeiras que fiz questão de aprender a tocar e poder fazer dueto do clarinete com piano ainda quando adolescente.


Mas confesso que realmente levei anos para meditar mais a fundo no texto bíblico. Até então ele significava para mim mais como a referência bíblica para um hino que aprecio.


A história de Israel é belíssima. O Velho Testamento está recheado dela, e com ela aprendemos inúmeros ensinamentos que, apesar de narrar a história de um povo, o povo de Deus, continuam contemporâneos, assim como toda a Palavra de Deus.


O rei Davi havia posto no coração a intenção de edificar um templo a Deus, mas Deus deixou essa tarefa nas mãos do filho de Davi, seu herdeiro, Salomão, pois Davi havia sido homem de lutas e muito sangue havia passado por suas mãos (2 Samuel 7.1-14)


No capítulo 6 do segundo livro de Crônicas, a partir do versículo 12 até o 42 lemos a oração de consagração do templo a Deus, feita por Salomão.  Deus responde a Salomão, conforme lemos em 2 Crônicas 7.12-22. E é nessa resposta que temos a promessa de que Deus nos ouve.


É o próprio Salomão que sugere as ações de humildade, oração, busca e arrependimento por parte do povo, veja em 2 Crônicas 6.24-25:

"Quando também o teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e eles se converterem, e confessarem o teu nome, e orarem e suplicarem perante ti nesta casa,  Então, ouve tu desde os céus, e perdoa os pecados do teu povo Israel; e torna a levá-los à terra que lhes tens dado e a seus pais."


Ao longo da oração de Salomão essas sugestões de comportamento se repetem.

Deus se agradou da oração de Salomão e da consagração do Templo. Salomão sabe que Deus não pode ser contido dentro de uma construção feita por mãos humanas (2 Cr 6.18), mas o templo simbolizaria  a habitação de Deus entre os homens. E Deus realmente ocupou o templo (2 Cr 7.1-3).


Depois da vinda do Messias, Deus nos mandou o Seu Santo Espírito, o qual hoje "faz morada" em nós. Somos, então, templos do Espírito Santo.

"E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado." João 7.39


Na época de Salomão o povo de Deus era instruído a ir ao templo do Senhor, em atitude humilde, orando e buscando a Deus, arrependido de seus erros, a fim de obter o favor do Altíssimo, os Seu perdão, a Sua providência.


Hoje temos o privilégio de receber Seu Santo Espírito em nós. Mas com o privilégio também vem a responsabilidade de estar sempre em Sua presença, e para isso agir humildemente, ter uma vida de oração e busca pelo Pai, lutando contra as vontades do carne - pois como o próprio sábio Salomão falou, não há homem que não peque (2 Cr. 7.36) - mas incomodado e arrependido dos pecados.


São quatro diretrizes, básicas, das quais Deus se agrada quando exercemos, e promete nos ouvir e socorrer. É claro que Sua Graça não está condicionada a essas ações por parte dos homens, pois somos falhos. Mas se podemos tentar agradar a Deus e agir conforme Sua Palavra, por que não fazê-lo?  Com certeza, somos nós os maiores beneficiados, é a nós que Ele promete ouvir, perdoar, restaurar e prover.

Assista o vídeo da música “Se meu povo”, de Jimmy Owens http://www.youtube.com/watch?v=Lx8hlMakKqk

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(*) Enos Moura Filho é presbítero

na Primeira I.P. de Guarulhos-SP

 

comentários  

 
#1 10-11-2011 19:54
ISSO SIM É EVANGELIZAR!!!
Muito oportuno o presente artigo do irmão Enos. Tenho percebido que muitos irmãos se prendem a debates calorosos em questões como calvinismo x hipercalvinismo , milenismo, transcendência, etc. É certo que são temas que acrescentam mas que nos afastam daquilo que é básico tanto para neófitos quanto para os mais experientes presbíteros: refletir e pregar sobre o arrependimento e a busca das virtudes cristãs.
Textos como esse são mais adequados ao site oficial da IPB visto o grande acesso por pessoas ainda não familiarizadas com a doutrina bíblica mais profunda, e que se escandalizam com os debates muitas vezes não amigáveis que se seguem aos textos mais "complicados".
Lembremos do apóstolo Paulo que nos adverte sobre discussões vãs e intermináveis que em nada evangelizam (1Tm 1.6-7).
A Graça seja com todos
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