Maes de joelho filhos de pe. Daqui a pouco, 8h no Verdade e Vida com Hernandes D Lopes, na ipbtv. http://t.co/WKAg4iDj http://t.co/KvfPMjRW
| Humildade, oração, busca pelo Senhor e arrependimento |
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Enos Moura Filho*
"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra." 2 Crônicas 7.14
Jimmy Owens compôs uma das mais belas músicas para canto coral que conheço: "Se Meu povo", baseada em 2 Crônicas 7.14. Quando ainda era muito jovem, acabei por aprender essa passagem da Bíblia por causa da música. Lembro que foi uma das primeiras que fiz questão de aprender a tocar e poder fazer dueto do clarinete com piano ainda quando adolescente. Mas confesso que realmente levei anos para meditar mais a fundo no texto bíblico. Até então ele significava para mim mais como a referência bíblica para um hino que aprecio. A história de Israel é belíssima. O Velho Testamento está recheado dela, e com ela aprendemos inúmeros ensinamentos que, apesar de narrar a história de um povo, o povo de Deus, continuam contemporâneos, assim como toda a Palavra de Deus. O rei Davi havia posto no coração a intenção de edificar um templo a Deus, mas Deus deixou essa tarefa nas mãos do filho de Davi, seu herdeiro, Salomão, pois Davi havia sido homem de lutas e muito sangue havia passado por suas mãos (2 Samuel 7.1-14) No capítulo 6 do segundo livro de Crônicas, a partir do versículo 12 até o 42 lemos a oração de consagração do templo a Deus, feita por Salomão. Deus responde a Salomão, conforme lemos em 2 Crônicas 7.12-22. E é nessa resposta que temos a promessa de que Deus nos ouve. É o próprio Salomão que sugere as ações de humildade, oração, busca e arrependimento por parte do povo, veja em 2 Crônicas 6.24-25: "Quando também o teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e eles se converterem, e confessarem o teu nome, e orarem e suplicarem perante ti nesta casa, Então, ouve tu desde os céus, e perdoa os pecados do teu povo Israel; e torna a levá-los à terra que lhes tens dado e a seus pais." Ao longo da oração de Salomão essas sugestões de comportamento se repetem. Deus se agradou da oração de Salomão e da consagração do Templo. Salomão sabe que Deus não pode ser contido dentro de uma construção feita por mãos humanas (2 Cr 6.18), mas o templo simbolizaria a habitação de Deus entre os homens. E Deus realmente ocupou o templo (2 Cr 7.1-3). Depois da vinda do Messias, Deus nos mandou o Seu Santo Espírito, o qual hoje "faz morada" em nós. Somos, então, templos do Espírito Santo. "E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado." João 7.39 Na época de Salomão o povo de Deus era instruído a ir ao templo do Senhor, em atitude humilde, orando e buscando a Deus, arrependido de seus erros, a fim de obter o favor do Altíssimo, os Seu perdão, a Sua providência. Hoje temos o privilégio de receber Seu Santo Espírito em nós. Mas com o privilégio também vem a responsabilidade de estar sempre em Sua presença, e para isso agir humildemente, ter uma vida de oração e busca pelo Pai, lutando contra as vontades do carne - pois como o próprio sábio Salomão falou, não há homem que não peque (2 Cr. 7.36) - mas incomodado e arrependido dos pecados. São quatro diretrizes, básicas, das quais Deus se agrada quando exercemos, e promete nos ouvir e socorrer. É claro que Sua Graça não está condicionada a essas ações por parte dos homens, pois somos falhos. Mas se podemos tentar agradar a Deus e agir conforme Sua Palavra, por que não fazê-lo? Com certeza, somos nós os maiores beneficiados, é a nós que Ele promete ouvir, perdoar, restaurar e prover.
Assista o vídeo da música “Se meu povo”, de Jimmy Owens http://www.youtube.com/watch?v=Lx8hlMakKqk ________________________________ (*) Enos Moura Filho é presbítero na Primeira I.P. de Guarulhos-SP |
comentários
Muito oportuno o presente artigo do irmão Enos. Tenho percebido que muitos irmãos se prendem a debates calorosos em questões como calvinismo x hipercalvinismo , milenismo, transcendência, etc. É certo que são temas que acrescentam mas que nos afastam daquilo que é básico tanto para neófitos quanto para os mais experientes presbíteros: refletir e pregar sobre o arrependimento e a busca das virtudes cristãs.
Textos como esse são mais adequados ao site oficial da IPB visto o grande acesso por pessoas ainda não familiarizadas com a doutrina bíblica mais profunda, e que se escandalizam com os debates muitas vezes não amigáveis que se seguem aos textos mais "complicados".
Lembremos do apóstolo Paulo que nos adverte sobre discussões vãs e intermináveis que em nada evangelizam (1Tm 1.6-7).
A Graça seja com todos
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