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Aconteceu de 30 de abril a 02 de maio de 2010, mais um Congresso Infantil “Pequenos Passos”, organizado pela Secretaria Nacional da UCP (União de Crianças Presbiterianas), com a direção do Rev. Jáder Borges, Secretario Geral.
Este ano o evento foi realizado na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (Catedral), com o caloroso acolhimento do Rev. Guilhermino Cunha, pastor efetivo da igreja e presidente do Sínodo do Rio de Janeiro.
Estiveram presentes 280 congressistas, que participaram dos cultos e oficinas oferecidos. No domingo, 2 de abril, foi realizado culto às 8hs e às 10:15hs, com a participação dos congressistas e dos membros da igreja, com a Celebração da Ceia do Senhor, em uma cerimônia solene em comunhão e alegria, mesmo com a superlotação do templo.O Rev. Jáder Borges disse que tinha uma obrigação histórica em realizar o Congresso “Pequenos Passos” no Rio de Janeiro, porque foi ali que começou toda a história da Igreja Presbiteriana do Brasil e, por isso, com este congresso a Secretaria está encerrando o quadriênio.
Ele falou da importância de um bom treinamento para pessoas que trabalham com crianças, pois, reconhece que aqueles que atuam se doam muito, e também precisam receber para se reabastecer, ter mais ânimo e coragem para seguir adiante.
Para o Rev. é extremamente importante conhecer e incentivar as pessoas que se dedicam a este ministério infantil. “Eu nunca tinha trabalhado de maneira intensa e concreta com o departamento infantil. Quando recebi este desafio tomei o propósito de ir ao departamento infantil e visitei sala por sala, ouvindo os professores e as crianças. Por isso eu gostaria de falar aos meus colegas pastores, que acompanhem, reconheçam e valorizem os trabalhos dos professores, e faça isso na frente dos alunos, para mostrar à eles que o professor é querido e faz parte da vida deles e da igreja. Isso pra mim é vital, eu tenho outra visão agora, depois que tomei essa atitude” defendeu Rev. Jáder.
Neste quadriênio, que está chegando ao fim, a Secretaria Nacional das UCP’s realizou vários Spots (um dia de treinamento e capacitação, com oficinas específicas) e Congressos “Pequenos Passos”, com o apoio das igrejas locais.“Temos recebido subsídio da nossa Igreja Mãe, por intermédio do Supremo Concilio e dos Sínodos. Temos trabalhado federativamente, mas em unidade, e temos recebido verbas para que possamos subsidiar boa parte dos custos para que, assim, o valor saia o mais baixo possível para os nossos congressistas. Se a igreja é fiel nos dízimos ao Supremo Concílio, ele retorna em beneficio. Por isso agradecemos aos pastores, conselhos e pessoas que têm apoiado estes eventos” expressou o Rev. Jáder.
Durante a entrevista, Rev. Jáder citou um exemplo que o marcou durante sua estada na Alemanha, enquanto aprendia uma nova língua. Ele contou que errava muito e, por não acertar com facilidade, usava muito a borracha para apagar. “Eu olhei pra borracha e vi que tinha uma coisa escrita nela, ‘eu me gasto por ti’. Quem se desgastava para eu acertar era a borracha. Quando eu errava, ela entrava em ação, visando que eu aceitasse. No Reino de Deus também devemos ser como a borracha que se gasta para ajudar os outros a acertar, ou, então, seremos crente enferrujados, apenas sentados no banco da igreja. Se alguém acertar na vida e com Deus, que benção vai ser, concluiu.
A oficina de Currículo da EBD (Escola Bíblica Dominical) entre outras importantes aulas, foi ministradas por Márcia Barbutti Barreto, editora assistente, responsável pelo currículo das revistas de Escola Dominical para crianças e adolescentes, publicados pela CEP (Casa Editora Presbiteriana).
Para ela, quem trabalha com criança precisa sempre de treinamento, e aperfeiçoamentos de seus dons. “Aqui no “Pequenos Passos” temos tarefas que conseguem abranger praticamente tudo que é necessário para o departamento, entre técnicas, montagens, brincadeiras, EBFs e outros, definiu.
Ao se referir especificamente à oficina que ela dirige, explicou a necessidade de um treinamento nessa área: “É importante que as pessoas entendam como foi elaborado o currículo da CEP, e o porquê de rever um currículo, que é o plano de ação, caso seja necessário.”
O congresso não está dirigido somente a pessoas que já estão trabalhando com o departamento infantil, mas também para aqueles que tenham algum interesse em fazê-lo futuramente. “É muito importante, por exemplo, que presbíteros, pastores, pessoas do conselho participem para poder entender o departamento e apoiar”, defende Márcia.
A editora também falou um pouco sobre o trabalho de reformulação e da nova proposta de Currículo que a CEP oferece, e contou que em 2008 foi feita uma pesquisa em várias regiões do Brasil em que foram detectadas as principais necessidades das igrejas, o que levou a reformular toda a matriz curricular.
“Atualmente as nossas revistas são acompanhadas de um kit visual que possuem 24 folhas, figuras para montar cenas, fazer cartazes e um material de acompanhamento para os pais”, disse Márcia.Para ela é fundamental que professores façam uso do material que é produzido pela CEP, por se tratar de um conteúdo com teologia reformada, que é a base da fé presbiteriana.
Existem na igreja diferentes formas de servir e trabalhar. Para Márcia, esse serviço é para Deus, o que não se caracteriza um trabalho voluntário, pois, na visão dela, quem faz este trabalho o faz como servo, e é Deus quem o capacita. “No caso de trabalho voluntário, se surgem dificuldades como falta de tempo ou dinheiro, qual é a primeira coisa que se tira? O próprio trabalho voluntário. Só que na igreja nós não somos voluntários. Não é porque eu não recebo um salário que eu sou voluntário. Eu tenho um patrão. O meu patrão não é o superintendente, não é a diretora do departamento, nem mesmo o pastor. O meu patrão é o Senhor Deus. Não posso enterrar meu talento, eu tenho que render juros dele. Você tem um patrão justo, e que cobra, mas também te capacita para desenvolver um trabalho. Não te deixa sozinho. Nós somos servos do Senhor”, concluiu Márcia Barbutti.
Abigail Santos ofereceu a oficina “Berçário é coisa séria” e disse que, geralmente, as pessoas têm a idéia de que a criança nessa idade não vai aprender, por isso, a oficina serve para demonstrar o quanto o mundo explora essa imaginação dos bebês, e que nós, muitas vezes, deixamos uma lacuna muito grande nessa idade.
Para ela o treinamento é indispensável porque existem técnicas, abordagens e oportunidades, que precisam ser aprendidas e praticadas.
No caso dos bebês, o importante para ensinar é o ambiente em que ele está, e com tudo o que tem na sala, e com a postura da professora, com a expressão do corpo e da voz, principalmente com o amor que o bebê recebe, pois, segundo ela, nessa faixa o ensino é totalmente por meio da emoção.
“As pessoas que trabalham com berçário precisam investir em conhecimento e leituras, para saber como a mente das crianças funcionam e, para tanto, não podem ter medo de investir financeiramente. Abram as mãos, o coração e a visão da igreja para cuidar dessa faixa etária, pois, tem deixado muito a desejar em nossas igrejas”, defendeu Abigail.
Renata Vargas ministrou a oficina “Crianças entre 6 e 10 anos, um período fantástico da vida”, e falou que para essa faixa etária não há muito estudo, daí a importância em se estabelecer bons treinamentos.
“Na oficina eu mostro as necessidades e as carências dessa fase e isso ajuda a esclarecer as dificuldades para trabalhar com ela”, afirmou Renata.
Rev. José Roberto ministrou a oficina “Acampamento e Acampadentro”, e disse ter ficado surpreso com o retorno, pois, não imaginava que as pessoas estivessem tão sedentas dessas informações sobre acampamentos, especialmente para crianças. “Gostaria de falar aos meus colegas, sejam eles presbíteros ou pastores, que essa é uma oportunidade ímpar de investimento na vida das lideranças do departamento infantil.
É uma oportunidade que tem surgido para nossa igreja, a igreja Presbiteriana, e tenho certeza de que as pessoas que participaram terão muito a oferecer, à igreja, às crianças e às famílias que fazem parte da sua igreja”, encorajou Rev. José Roberto.
Rogério Teixeira, que ministrou a oficina “Criatividade e produção de idéias” falou que um dos objetivos deste seminário é quebrar o mito de “eu não sou criativo”, defendendo que todos podem ser criativos, porque somos criaturas de Deus.
Rogério reconhece que a IPB tem uma preocupação com o aspecto pedagógico dentro da igreja, por isso a necessidade de capacitação permanente.
“A pedagogia tem múltiplas formas de abordar assuntos usando o abstrato e o concreto, respeitando as faixas etárias, e nosso congresso tem esse cuidado. Ele relembra que cada região tem sua particularidade, o que se pode perceber muito bem nas diferentes regiões onde o Congresso já foi ministrado. “Essa diferença regional tem que ser respeitada, e o mais importante neste evento, é que você tem a oportunidade de ensinar e aprender”, manifestou Rogério.
Para facilitar a participação dos interessados, o Congresso é realizado todos os anos em diferentes regiões, assim como ocorreu nesses dias no Rio de Janeiro. Nesta edição, 17 oficinas estiveram à disposição dos participantes, e cada pessoa teve a oportunidade de escolher e participar de duas.
De acordo com o Rev. Jader, a Secretaria Nacional de UCP’s realiza, além do Congresso, SPOT´s sempre que o Presbitério ou o Sínodo solicita. Para solicitar as oficinas oferecidas basta entrar em contato no site da UCP www.ipb.org.br/ucp/. Para Rogério, quem não participou perdeu uma grande oportunidade, mas ainda pode e deve participar, além de pedir ajuda a Deus, porque é Ele que atribui talento às pessoas, e talentos específicos. “Quando a gente junta todos esses talentos a gente constrói coisas incríveis, pois, nos tornamos não só um corpo, mas um organismo vivo e cada membro atuante se sente melhor” finalizou Rogério.
Um dos momentos mais emocionantes do Congresso foi a homenagem à Sra. Custódia Scultori, carinhosamente chamada de "Tia Custodia", oferecida pela Secretaria Nacional das UCP´s por seus 60 anos de trabalho junto à infância da Igreja Presbiteriana do Brasil. O certificado desse anos de serviço, foi entregue no culto de domingo pelo Rev. Jader Borges, Secretário Geral.
Veja as oficinas no linkhttp://ucp.ipb.org.br/images/oficinas.pdf e leia abaixo, o depoimento de quem esteve presente no Congresso.
Depoimento dos Congressistas
"Parabenizo à Igreja Presbiteriana do Brasil por este congresso. Acho que é uma coisa que estava faltando na nossa igreja porque outras instituições e outras igrejas fazem eventos como estes. Temos uma teologia reformada e é tudo de bom receber um treinamento dentro da doutrina, dos ensinamentos que nós aprendemos. Este congresso está à altura das nossas necessidades e não deixa nada a desejar dos congressos que outras igrejas realizam. Para mim foi tremendo receber este treinamento dentro da nossa linha de trabalho".
Fátima da Costa
"Nós viemos em 9 pessoas cobrindo todas as oficinas do congresso, porque depois iremos treinar as pessoas da nossa igreja que não puderam vir. Fiquei muito impactada com a palestra da Leninha que falou sobre a sogra de Pedro, porque muitas vezes nós estamos doentes como ela estava e, por isso deixamos de servir. Precisamos olhar para nós mesmos e fazer um diagnóstico, se é que não estamos precisando de cura".
Uiara Pacheco de Oliveira
"Para mim o congresso foi ótimo e muito produtivo. Participei da oficina de criatividade, e produções de idéias. Encontrei o que estava precisando e digo que quem não veio perdeu uma grande oportunidade de aprimorar seus conhecimentos. Este tipo de treinamento é fundamental para a igreja porque é a base, pois, como disse o professor Rogério, da criança passa para o adolescente, para os jovens, paras os adultos e assim por diante. Eu acho muito importante ter esta oportunidade na igreja presbiteriana, porque geralmente nós vemos muito destes congressos em outras denominações, mas a nossa igreja tem se despertado para esta necessidade".
Fátima da Costa
O congresso foi muito proveitoso, aprendi bastante. Participei compartilhando minhas idéias e experiências. Foi muito bom, mas muito curto. O que mais marcou para mim foram as palestras, principalmente da Leninha. Ela falou do exemplo de vida, porque às vezes a gente quer desistir de tudo. Para mim o congresso foi uma alavanca para continuar sem desistir. Aqui todos saem ganhando, crianças, pais, a igreja, o conselho, e todo mundo. Vale a pena investir no congresso".
Delma Martins Do Amaral Barretos
"Foi excelente aprendi a importância da criança na igreja e a dar mais valor para ela. Como é importante ter um planejamento, saber organizar para conquistar realmente a criança. Nós temos que combater o mundo porque a disputa é grande. Se não investirmos em treinamentos e estudar, a gente vai perder essa disputa. Este congresso abriu minha mente, estou apaixonada pelo trabalho. O que mudou a partir deste congresso, é o meu objetivo, a minha meta. Agora estou voltando com o objetivo de alcançar o coração da criança para Cristo. Não só entreter, e divertir ela. A maior beneficiada com este congresso são as nossas crianças porque quero que elas cresçam conhecendo o caminho do Senhor e a verdadeira felicidade. Para que o professor seja usado por Deus é necessário que conheça cada vez mais o Deus que ele serve, porque a criança percebe tudo o que acontece com o professor".
Silvia Batista de Castro García
"Eu também sou professora do município e quando vi o convite, falei: ‘Senhor, é esse congresso que eu vou porque tenho a missão de trabalhar com as crianças e levar a Palavra para eles. O que mais me impactou é o que os palestrantes passaram para nós, que quando a gente se doa com amor, a quente vê resultado. O que aprendi aqui com certeza eu vou levar, não só para minha igreja, mas também para meu município, porque a gente tem um espaço para contar história e estou levando para compartilhar com os outros o que eu recebi e o que me acrescentou. Quero animar aos que não participaram deste congresso, que participem, porque o mundo está mudando e a gente precisa estar à frente, se renovar e acompanhar as mudanças com as nossas crianças. Catherine Caracas Eu sou professora, ainda não atuo com as crianças, mas vim a este congresso e estou voltando com muita vontade de me envolver neste ministério. Aqui encontrei um aprendizado espiritual e como colocar na prática. Camila Linhares Trabalho com crianças há 25 anos. É a primeira vez que estou participando de um congresso como este e aprendi muitas coisas, inclusive estou levando muitos materiais para me ajudar no trabalho que faço com crianças carentes. Eu não sabia muito bem como evangelizar as crianças fora da igreja, mas aqui eu aprendi. Não quero ficar só neste não porque para mim foi muito importante, uma experiência única. Se for para dar nota de 1 a 10, dou 10!!"
Rosângela da Silva Porto
"Estive na oficina de música. A música tem um poder de penetração imenso e a mensagem do evangelho se fixa através da musica. Na nossa oficina, as pessoas iam falando sobre suas experiências com coral, com o trabalho de crianças e você se identifica com os outros que também precisam deste treinamento como você. Uma coisa que o nosso professor fixou muito é que aparentemente trabalhar com música, com as crianças não é fácil, mais ele mostrou que não é tão difícil quanto parece. A gente é que coloca muitos obstáculos para fazer um coral infantil. Viemos em um grupo de 9 pessoas e vamos nos juntar e passar para o outro o que aprendemos. A igreja é que nos deu esse apoio para que pudéssemos estar aqui. A gente sentiu a unidade da equipe toda que organizou este evento, isso se pôde sentir e estou levando como uma lição. O que também me impactou foram as palestras. A palestra do Rev. Jader a sobre os cuidados que devemos ter com relação às mensagens subliminares. Vivemos em uma geração em que as crianças têm acesso a todo tipo de informação que são passadas de qualquer maneira. Temos que estar cercando nossos filhos, nossas crianças e preveni-los das coisas satânicas que estão por trás das historinhas e materiais que eles têm acesso".
Jane Cristine Barros Grangeiro
"Este evento ocorre pela Graça de Jesus, pois, sem Ele nunca iríamos conseguir montar uma equipe com pessoas tão diferentes se nos não tivéramos a mesma visão, a mesma dependência do Senhor Jesus. O que motiva a nossa equipe para a servir todos os congressistas nesses dias nada mais é do que o amor. Eu me sinto abençoado. Acho muito importante esse treinamento porque a criança cada vez mais cedo está sendo bombardeada pelo inimigo, que tenta levá-la para o mundo. Por isso, é muito importante que nós líderes estejamos preparados para enfrentar o mundo com a capacidade e a direção que vem de Deus. Daniel Jardim Este congresso para mim significou renovação. É muito importante a capacitação para que a gente possa se aperfeiçoar e melhorar o nosso trabalho".
Zonilda de Oliveira
"O que mais me impactou é a disposição que todos estão tendo em querer mudar uma situação de letargia em que estamos vivendo com as crianças dentro da igreja. Estou levando para minha igreja muito conhecimento e muito entusiasmo.Isabel Cristina de Castro Noemi de SouzaÉ tão importante ser treinada para o trabalho com crianças porque vemos que elas estão tão soltas e perdidas, jogadas sem ter direção com tantos atrativos coloridos. Precisamos nos preparar para trazer essas crianças. O que me chamou muito a atenção são as diferentes faixas de idade que podemos ver aqui, como senhoras da terceira idade com experiências, e que já trabalharam muito, e adolescentes e jovens, que estão começando agora, querendo se aperfeiçoar para continuar trabalhando com crianças".
Isabel Cristina de Castro
Veja as fotos do congresso no link clique aqui
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